terça-feira, 6 de julho de 2010

A bailarina


Com várias piruetas,
bailando no ar,
ela se move,
estica as pernas com elasticidade
e faz o famoso espaguete
transformar-se em poesia.
Fica na ponta do pé,
gira, abaixa, rodopia, salta, brinca
a bailarina
num ziguezague frenético
com toda sua expressão corporal.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

brazil


brazil,
estou farto de tanta mediocridade,
pois os brazileiros pensam que são gente?!
seu lirismo bem comportado,
comedido, dolarizado,
é, simplesmente, minúsculo e com Z.
mas um brazil varonil
que faz o Rio virar Hollywood
e Sampa a brilhar
com baianos, os gaúchos, e seus dialetos,
somos mutante de raça,
conhecendo o avesso do avesso
de um tênis americanizado,
achando bonito o que é imagem
e pensando que é brazileira.
brazil,
dos ricos políticos
e cantores internacionais,
de cara pintada,
partidário até demais.
com as palmeiras encharcadas
de imitações grotescas,
assombrosas, porém com Z.
disfarçados com S fantasmas
que modificam e mistificam o zumbi.
brazil, brazil, um Oscar falsificado
quando
            será
                   Brasil
                            de
                                verdade?
pois só o vejo de terceiros,
desvairado,
                  pequeno,
                                 e com Z
                                              brazil!


domingo, 4 de julho de 2010

Antropofagia




O inimigo se devora
para adquirir suas
melhores qualidades.
Come-se a mente primeiro
para depois usufruir de sua essência.


No fim, não sobra nada
nem o sexo.



Haicai de pimenta



Arde, queima, dói
íntima união nossa
racemosamente.





sábado, 3 de julho de 2010

Rapto, sexo e foda-se

Vou raptar teu sexo e levar-te a uma caverna escura e fria para aquecer-te, como lamparina dos desejos. Lá deitados no chão nos envolveremos não como animais, mas sedentos por paixão e desejo excêntrico de realizar teus sonhos fugazes.
Nossos corpos se entrelaçarão até a chegada do verdadeiro orgasmo bem definido e bem aproveitado. Tua pele macia se juntará à minha num puro deleite. Beijar-te-ei e chupar-te-ei excessivamente.
Nossa foda será vista e contemplada por uma grande constelação, que nos ilumina. É prazeroso gozarmos juntos num puto êxtase. Tudo são carne e espírito ao nosso redor e o que nos envolve num perfeito elo significativo.
À proporção que teus lábios tocam em meu corpo e no meu sexo, sinto-me desvairado de prazer. Desejar-te-ei cada vez mais dentro de mim e dentro de ti permanecerei também, num só momento carnal, já que me faz chegar ao melhor dos espetáculos e acreditar no show da vida, ou melhor, de nossas vidas.
Nosso sexo entra e sai num vai-e-vem e movimentos simbióticos criam performances aprazíveis de pecado. Nossa religião tornara-se nosso corpo munido de mel e terra. Aquele para adocicar nossos ósculos e esta para nos afagar de pó sub-reptício aos contentamentos afrodisíacos, molhados e sujados por aqueles líquidos pegajosos que escorrem em nosso sexo, corpo e boca.
De saliva a saliva moldamos e fruímos emoções, visto que nossa voz se alimenta da carne, da alma e de nossos corações. Satisfar-te-ei e agradar-te-ei sempre que nos unamos para inspirar nossa história sexual: introduzindo, metendo pouco a pouco, sexo no sexo.
Assim, Eros aplaudirá nossa união e nossos feitos sexuais. Eu e tu, tu e eu, juntos num amor “I love you” permaneceremos e gozaremos como nunca dantes gozados.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quintilha amorosa

O tempo passa e não o vejo
As ideias chegam e se desmancham nas nuvens
Como um colibri desvairado sinto-me retraído
Por amores infinitos, abstratos, sonoros...
Estupidamente afrodisíacos.


O vento se espraia deliberadamente
Abrindo caminhos escondidos
Recitando misteriosamente o AMOR
Envolvido na fonte da eternidade
Retornando ao princípio mágico da vida.













Tento libertar-me desta paixão
Sedenta, sórdida, execrável, fictícia...
Lembranças estonteantes, cheias de aventuras
Levavam-me sempre a lugares perdidos
Dos meus sonhos platônicos.


O sentimento tomou-me por completo
Afogou-me no oceano de minhas próprias lágrimas
Lágrimas de desejos derramadas por você
Que deteriorou meus sentidos
Fez-me sentir inferior.

 










Um dia, hei de acordar e
Viver todos os momentos intensamente
Com significado e valor de uma lição de vida.
Num piscar de olhos irei
Readquirir minha natural idiossincrasia.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

A sociedade brasileira e o racismo


Apesar de nos encontrarmos no século XXI, o racismo ainda existe no meio social em que vivemos mesmo havendo leis que o reprimem.
Na sociedade brasileira, ele aparece sub-reptício, levando o povo a não questionar diversas situações de preconceito que, para quem impõe, parecem comuns e naturais.
No Brasil, ele é imposto, dentre outros, através dos meios de comunicação e por grande parte de pessoas, para a qual o negro é tido como segunda ou sub-raça.
Com efeito, é comum assistirmos a filmes e novelas, bem como aos seriados de TV, onde o negro é colocado sempre em situações inferiores. É raro um programa televisivo que coloque esse negro como parte da minoria social que se considera prestigiosa e que por isso detém algum poder e influência na sociedade elitista brasileira. Mesmo que seja só no teatro, na novela. Aí, também, sua atuação é sempre no desempenho de papéis de segunda categoria.
Num país como o Brasil, onde o racismo é tido como crime inafiançável, é lamentável que as leis existentes para proteger o cidadão negro são, maioria das vezes, ineficazes no alcance de seus objetivos. Discrimina-se o negro ainda que sutilmente.
Repudiar essa situação tão grave quanto cotidiana é assumir um compromisso diante de um povo que vive às margens de uma sociedade medíocre e autoritária que ainda julga as pessoas pela sua cor.
Como cidadãos brasileiros, devemos nos empenhar em fazer cumprir as leis que punem aqueles contrários à nossa constituição, comentem esse tipo de crime, são racistas.
Infelizmente, temos que reconhecer que o racismo em nosso país está longe de ser extinto, isto porque ainda existe grande parte de pessoas que são privilegiadas por essas leis ineficazes.