Ultimamente as abóbodas celestes
tornaram-se meu repouso absoluto,
uma sensação contagiante
de singeleza e pureza de ares.
Meu barco navega nas metáforas célicas
de um poeta caduco
para construir momentos
que só são perceptíveis
aos olhos do escrevedor,
do verdadeiro mágico de OZ,
do País das Maravilhas de Alice,
da boneca asneirenta Emília
e do design produzido pelo eu-lírico
na semiótica da canção,
pois tudo canta e encanta
as idiossincrasias inventadas
por um expectador
em busca de seu horizonte de expectativa.
sábado, 26 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Se eu morresse amanhã
Se eu morresse amanhã
ouviria todos os discos de que mais gosto,
em especial: “What’s a feeling”
com uma bailarina pairando sobre o altar.
Se eu morresse amanhã
cantaria minhas canções favoritas.
Na liturgia religiosa repousaria latinamente,
ao som de um réquiem.
Se eu morresse amanhã
repousaria feliz no Rio Paraíba do Sul,
onde os mortos de toda terra – o único lugar –
descansarão verdadeiramente em paz entre os vivos.
Se eu morresse amanhã
viria com exatidão perfumar tudo com esperança,
mesmo as ruínas as quais adere
toda as formas de torturas, não as quero mais!
Se eu morresse amanhã
iria dançar a noite toda
e com fervor olharia para os meus céus azuis
e sentiria o calor do sol a me aquecer.
Se eu morresse amanhã
diria às estrelas e à lua
como são encantadoras e lindas,
feito as rosas púrpuras do Cairo.
Se eu morresse amanhã
diria adeus as pequenas coisas matérias... Todas!
Mas essa dor da vida me devora e me alucina,
estraçalhando-me com sua espada sangrenta na mão.
Se eu morresse amanhã
“Que noiva!... E devo então dormir com ela?...”
Seus lábios de jasmim para mim sorrindo,
um campo sem flor, um barco sem mar...
Se eu morresse amanhã
ela ao menos dormiria mascarada
e a doce meiguice desse teu olhar
sussurraria de leve em meus tímpanos.
Se eu morresse amanhã
viria com gratidão ver as várzeas se multiplicarem.
Vejo a morte gradativamente... Será uma doce quimera?!
Ou trevas impuras?
Se eu morresse amanhã
agradeceria a Deus pelo grandioso presente
que é a simples arte de viver
e morreria em seus braços.
ouviria todos os discos de que mais gosto,
em especial: “What’s a feeling”
com uma bailarina pairando sobre o altar.
Se eu morresse amanhã
cantaria minhas canções favoritas.
Na liturgia religiosa repousaria latinamente,
ao som de um réquiem.
Se eu morresse amanhã
repousaria feliz no Rio Paraíba do Sul,
onde os mortos de toda terra – o único lugar –
descansarão verdadeiramente em paz entre os vivos.
Se eu morresse amanhã
viria com exatidão perfumar tudo com esperança,
mesmo as ruínas as quais adere
toda as formas de torturas, não as quero mais!
Se eu morresse amanhã
iria dançar a noite toda
e com fervor olharia para os meus céus azuis
e sentiria o calor do sol a me aquecer.
Se eu morresse amanhã
diria às estrelas e à lua
como são encantadoras e lindas,
feito as rosas púrpuras do Cairo.
Se eu morresse amanhã
diria adeus as pequenas coisas matérias... Todas!
Mas essa dor da vida me devora e me alucina,
estraçalhando-me com sua espada sangrenta na mão.
Se eu morresse amanhã
“Que noiva!... E devo então dormir com ela?...”
Seus lábios de jasmim para mim sorrindo,
um campo sem flor, um barco sem mar...
Se eu morresse amanhã
ela ao menos dormiria mascarada
e a doce meiguice desse teu olhar
sussurraria de leve em meus tímpanos.
Se eu morresse amanhã
viria com gratidão ver as várzeas se multiplicarem.
Vejo a morte gradativamente... Será uma doce quimera?!
Ou trevas impuras?
Se eu morresse amanhã
agradeceria a Deus pelo grandioso presente
que é a simples arte de viver
e morreria em seus braços.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Viva a Lu Freesz!
Caríssimos colegas blogueiros e grandes lectores dessa espaçonave de leitura virtual, hoje tudo se modificou e se renovou numa nova performance visual. Graças ao presente de Lu Freesz - http://lufreesz.blogspot.com/ meu blog ganhou um novo ar, obteve um novo desempenho artístico, um novo simulacro, um novo jeito de bloggar por meio de uma nova imagem interativa que realçasse o poder da palavra latina.
À querida blogueira Lu Freesz minhas felicitações e agradecimentos!
Muito obrigado,
Jasanf.
No armário
Não se feche para balanço,
pois de transviados a loucos
todo mundo tem um pouco
e o armário anda lotado.
sábado, 19 de março de 2011
Presentinho Lector
Saudações atemporais, Lectores!
Chegou o momento de presentear quem passa por aqui, de selar nossa relação poética na blogsfera, de entremear metáforas e muitas sinestesias no nosso relacionamento virtual. Então levem para os blogs de vocês meu carimbo, minha marca, minhas palavras vãs e nada sábias, mas que contagia e emociona quem adentra neste universo. Este selo foi feito com amor pela colega blogueira VAN, do blog Retalhos do que sou http://retalhosdoquesou.blogspot.com/ - um blog que vale a pena conferir também pela sua essência imagética e com textos bem escritos.
Quem desejar este selo, leve-o. Ele é de quem quiser, de quem gosta de compartilhar predicativos, de sintonizar pensamentos e de construir um verdadeiro simulacro textual.
A todos, meu carinho, ofereço.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Sussurros deprimidos
Meu coração encontra-se dilacerado
pelos açoites diários.
Sinto-me perdido
sem você ao meu lado
para me acalmar,
acalentar minha alma,
cantar nossa canção,
que não toca mais na rádio.
Noites bêbadas
tornam-se intensas
e já não me lembro mais do seu abraço,
dos toques de seus lábios
nem do sabor de seus beijos.
Agora tudo é falso
e puro engano.
A depressão me ronda constantemente,
já que aparenta ser minha companheira inseparável.
Tautologicamente percebo que solidão
é mais do que solidão,
embora não me devaste por completo
nem consiga ignorá-lo como devia,
dói sentir dor.
Pena que nada demonstra ser o que é.
pelos açoites diários.
Sinto-me perdido
sem você ao meu lado
para me acalmar,
acalentar minha alma,
cantar nossa canção,
que não toca mais na rádio.
Noites bêbadas
tornam-se intensas
e já não me lembro mais do seu abraço,
dos toques de seus lábios
nem do sabor de seus beijos.
Agora tudo é falso
e puro engano.
A depressão me ronda constantemente,
já que aparenta ser minha companheira inseparável.
Tautologicamente percebo que solidão
é mais do que solidão,
embora não me devaste por completo
nem consiga ignorá-lo como devia,
dói sentir dor.
Pena que nada demonstra ser o que é.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Contrato de serviço
Ultimamente os michês me rondam
e querem se expor em grandes delícias poéticas.
Pagou, usou!
Eles desejam me prostituir também
do amor que não tive contigo,
do afeto que fui negado,
do gozo que nunca foi lauto
nem sublime sentimento,
Tudo com eles são fugazes e efêmeros
e gasta-se tanto prazer em moeda.
Tudo é frio, úmido e obscuro,
já que falta verdadeiras emoções
e apegos inexoráveis.
Não consigo mais parar
com esse vício consumível,
que contamina,
que corrompe,
que perverte,
que deprava,
que adultera,
que desnatura,
que degenera,
e me faz pedir bis.
e querem se expor em grandes delícias poéticas.
Pagou, usou!
Eles desejam me prostituir também
do amor que não tive contigo,
do afeto que fui negado,
do gozo que nunca foi lauto
nem sublime sentimento,
Tudo com eles são fugazes e efêmeros
e gasta-se tanto prazer em moeda.
Tudo é frio, úmido e obscuro,
já que falta verdadeiras emoções
e apegos inexoráveis.
Não consigo mais parar
com esse vício consumível,
que contamina,
que corrompe,
que perverte,
que deprava,
que adultera,
que desnatura,
que degenera,
e me faz pedir bis.
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