Eu gosto de dançar com as palavras,
como nós dançamos no segmento da vida,
às vezes monótona e cifrada,
às vezes uma tempestade varre tudo,
inclusive as profundezas de seu ser,
desmontando-me numa contagiante reflexão
que me mostra um belo lago azul.
Você percebe que os outros
são como as nuvens
de sorrisos e meros risos maléficos
compondo cenários pictóricos
e roubando a canção desenfreada
enquanto o universo é magnífico para girar em torno do sol.
Então o mundo se abre a todas as expectativas
para contagiar o próprio mago,
através das palavras.
Você me ver por meio da cortina dos meus sonhos.
Você é um cisne branco ou preto?
Meus sonhos perderam a cor.
Longe da loucura dos homens
engendro metáforas
com a esperança de ter você em meus braços,
mas você está sonhando
com outros tipos de prazeres carnais.
Não posso sair do tom
nem mudar o acorde dessa tessitura.
Enquanto a esperança permanece para sempre
como uma sinfonia doce,
como música suave
disponível para nós até o fim dos tempos!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Longe de você
Uma história de amor
é construída em dois atos.
Além das nuvens,
além das estrelas,
além dos nossos sonhos,
longe da guerra,
longe de males,
sobre a chance de chuva fina
espalhando sentimentos loucos.
Quando a vida nos leva a este turbilhão,
além das expectativas,
faz o sonho esmorecer
e tudo desmoronar suavemente
além de seus versos,
dos seus poemas nus,
do seu sexo sobre o meu
e dos seus lábios afagando-me constantemente.
Resta-me somente as lembranças,
conto com o passar do tempo,
para abrandar a dor de sua ausência
e preencher o vazio que se instalou em mim.
é construída em dois atos.
Além das nuvens,
além das estrelas,
além dos nossos sonhos,
longe da guerra,
longe de males,
sobre a chance de chuva fina
espalhando sentimentos loucos.
Quando a vida nos leva a este turbilhão,
além das expectativas,
faz o sonho esmorecer
e tudo desmoronar suavemente
além de seus versos,
dos seus poemas nus,
do seu sexo sobre o meu
e dos seus lábios afagando-me constantemente.
Resta-me somente as lembranças,
conto com o passar do tempo,
para abrandar a dor de sua ausência
e preencher o vazio que se instalou em mim.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A porta
Como uma oração
acabei de soltar a minha alma.
Como uma canção
acabei de fazer o seu coração
voar como um pássaro.
Pergunto-me sempre sobre nós dois,
pronto para afagar sua mão
tomo a liberdade de expressão.
Estou no meu exílio agora,
trancado num sonho
que parece um rio caudaloso,
cheio de correntezas e redemoinhos
que me fazem afogar em mágoas.
Como um anjo,
basta me tocar
para me salvar
e voltar à vida e ao rumo certo.
Como uma melodia suave
o amor voa no vento
e me faz seguir uma direção,
num tom sobre tom,
numa palavra de afeto,
num sorriso contagiante.
E o mundo abre as suas portas...
acabei de soltar a minha alma.
Como uma canção
acabei de fazer o seu coração
voar como um pássaro.
Pergunto-me sempre sobre nós dois,
pronto para afagar sua mão
tomo a liberdade de expressão.
Estou no meu exílio agora,
trancado num sonho
que parece um rio caudaloso,
cheio de correntezas e redemoinhos
que me fazem afogar em mágoas.
Como um anjo,
basta me tocar
para me salvar
e voltar à vida e ao rumo certo.
Como uma melodia suave
o amor voa no vento
e me faz seguir uma direção,
num tom sobre tom,
numa palavra de afeto,
num sorriso contagiante.
E o mundo abre as suas portas...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Sorriso
Uma canção no coração do vento
voa como um poema ritmado.
Uma lágrima escorre pelo rosto
como uma gota d’água
ressurgindo do Paraíba do Sul.
Um sorriso de uma criança,
torna-se a razão de viver,
rouba palavras
na memória de Frei Tomás.
Voa intensamente
durante o dia,
que se transforma em noite
por meio de lindo eclipse.
voa como um poema ritmado.
Uma lágrima escorre pelo rosto
como uma gota d’água
ressurgindo do Paraíba do Sul.
Um sorriso de uma criança,
torna-se a razão de viver,
rouba palavras
na memória de Frei Tomás.
Voa intensamente
durante o dia,
que se transforma em noite
por meio de lindo eclipse.
domingo, 3 de abril de 2011
Frenéticas
Agitado,
rumoroso,
convulso,
irrequieto,
pressuroso,
inquieto,
comovido,
estremecido
foi nosso jeito de se exprimir
diante de um mundo burguês.
Entraram no camarim,
num copo e outro de gim,
se maquiaram e se embelezaram
para homenagear o público
que lhe esperava enternecido.
Solte a sua fera,
agora chegou o momento
de cair na gandaia
e entrar na grande festa de arromba:
plumas, paetês e metáforas.
rumoroso,
convulso,
irrequieto,
pressuroso,
inquieto,
comovido,
estremecido
foi nosso jeito de se exprimir
diante de um mundo burguês.
Entraram no camarim,
num copo e outro de gim,
se maquiaram e se embelezaram
para homenagear o público
que lhe esperava enternecido.
Solte a sua fera,
agora chegou o momento
de cair na gandaia
e entrar na grande festa de arromba:
plumas, paetês e metáforas.
sábado, 2 de abril de 2011
Palavras aladas
Palavras aladas
perambulam como noctívagos,
batem asas e voam
em busca de um destino:
corações afoitos.
Mas uma redoma de vidro
não as deixa escaparem
nem terem seus livres arbítrios.
Tudo é perecível!
Como proferi-las com êxitos?
As bocas estão coladas,
lacradas, seladas, estampilhadas
e repletas de salivas
prontas para exprimir
variedades de sons inexequíveis.
perambulam como noctívagos,
batem asas e voam
em busca de um destino:
corações afoitos.
Mas uma redoma de vidro
não as deixa escaparem
nem terem seus livres arbítrios.
Tudo é perecível!
Como proferi-las com êxitos?
As bocas estão coladas,
lacradas, seladas, estampilhadas
e repletas de salivas
prontas para exprimir
variedades de sons inexequíveis.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Chuva de abril
Pinga, pinga,
pinga chuvinha,
pinga, pinga,
chuvinha de anil,
chuva de abril,
pinga, pinga,
pinga marcado
a canção do amor:
DIM DOM! DIM DOM!
pinga chuvinha,
pinga, pinga,
chuvinha de anil,
chuva de abril,
pinga, pinga,
pinga marcado
a canção do amor:
DIM DOM! DIM DOM!
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