sábado, 20 de novembro de 2010

Hino do Sarau


Sarau, soiré (2x)
Festa literária noturna,
Carpe diem, música.


Sarau é comunicação
Mensagem de paz e de amor
Exploração da alegria,
Um canto saudoso de dor.


Sarau, soiré (2x)
Festa literária noturna,
Carpe diem, música.


Sarau é manifestação
da era medieval.
Vozes do cancioneiros,
Magia e emoção a fluir
em simples gestos.


Sarau, soiré (2x)
Festa literária noturna,
Carpe diem, música.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Onda poética


Ultimamente quero pensar na ronda
no movimento da onda,
mesmo que ninguém me responda
e a dor se torne metricamente hedionda
e deixar que o outro se esconda
para me ausentar de mim e deste movimento rítmico.


Quero a música que me sonda
para eu cantar e construir saraus medievais
e transformar todos os criados-mudos
em profetas da literatura:
distribuindo, assim, o pão do saber:
a contemporaneidade poética.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Carpe Noctem Sarau Contemporâneo!!!

O Instituto de Educação de Nova Friburgo apresenta Sarau Contemporâneo no próximo dia vinte de novembro. A poeta homenageada será Roseana Murray. Os convites individuais para a entrada desta festa literária noturna encontram-se na própria instituição de ensino com Jasanf e com a direção da mesma. Imperdível!!! O traje estilizado é social.

domingo, 14 de novembro de 2010

Extremidade

Sentia nojo em fazer a mesma coisa
por isso a prosa se encontra de partida
para que um dia ela consiga ganhar vida.
Entre discussões infindáveis pelo celular
retrai-me por suas palavras ásperas e duras,
pois falsas acusações terceirizaram nosso relacionamento.
Descobre-se que a poesia nasce da prosa
e que não há poema puro;
portanto o inexequível buscar-se-á
e palavras polivalentes de significação
para dar origem ao verdadeiro perdão.
Tudo precisa ser transformado,
moldado, modificado,
detalhado e sacrificado:
o amor que nunca houve,
os vocábulos vazios e excêntricos,
os palavrões entremeados de aspereza,
os ruídos do ir além,
as estátuas em ruínas,
a amizade eloquente
para existência do saber.
Agora deitar-se-á numa rede
ao som instrumental de Bach,
já que sei que há um impasse
que explode em literatura e hipocrisia.
Onde estará a verdade?
Qual foi a extrema causa desse abismo?
O que fazer para remodelar?
Não sei mais como prosseguir sem rimas.
Por que tudo se desmoronou plenamente?
Justamente agora terei que partir
e aceitar uma nova construção e aprendizagem.


sábado, 13 de novembro de 2010

Angústia


A música toca na rádio.
São três e cinquenta da madruga
e busco dentro de mim
explicações para as grandes veredas.
Penso, reflito todas as melodias.
Há momentos agitados,
o galo canta impulsivamente.
- Eta baiana porreta!- dizia na radio.
Fico em silêncio,
porém minhas entranhas
parecem um comprimido efervescente.
Angustia-me toda vez que medito
E vejo que não sou nada.
Sei que do pó nasci e dele voltarei.
Quero gritar!!!
Será que estou louco?!?!
Desejo viver.
Como sair agora desse ser que só vegeta?
Não consigo explicações
para tal proezas.
Entretanto, sei realmente que nada sei.
Será que um dia
sairei dessa areia movediça?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Menina rimada


Menina com uma fita cor de rosa
Meiga, gentil e bastante ardilosa.
Conquistou arduamente minha poética
Com sua linda e exuberante recepção e estética.
Nossa quanta magia ela criou
Na presença do conectivo ou
Tirou meu fôlego
Com seu ar misterioso.
Que imaginei tamanho resfôlego
Para criar uma rima
Entremeada de imã
Num tom harmonioso.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Atrevimento poético

Espermas poéticos saíram
de minhas escritas tortas
e começaram a preencher
escalafobeticamente
as lacunas vazias.
Preenchidas com o gozo mais lauto,
apoderaram-se de rimas suaves
e da dura métrica.
Pouco a pouco
a circuncisão de palavras
entra-se fora do clima
e tudo se rompe
para recomeçar majestosamente.