domingo, 14 de novembro de 2010

Extremidade

Sentia nojo em fazer a mesma coisa
por isso a prosa se encontra de partida
para que um dia ela consiga ganhar vida.
Entre discussões infindáveis pelo celular
retrai-me por suas palavras ásperas e duras,
pois falsas acusações terceirizaram nosso relacionamento.
Descobre-se que a poesia nasce da prosa
e que não há poema puro;
portanto o inexequível buscar-se-á
e palavras polivalentes de significação
para dar origem ao verdadeiro perdão.
Tudo precisa ser transformado,
moldado, modificado,
detalhado e sacrificado:
o amor que nunca houve,
os vocábulos vazios e excêntricos,
os palavrões entremeados de aspereza,
os ruídos do ir além,
as estátuas em ruínas,
a amizade eloquente
para existência do saber.
Agora deitar-se-á numa rede
ao som instrumental de Bach,
já que sei que há um impasse
que explode em literatura e hipocrisia.
Onde estará a verdade?
Qual foi a extrema causa desse abismo?
O que fazer para remodelar?
Não sei mais como prosseguir sem rimas.
Por que tudo se desmoronou plenamente?
Justamente agora terei que partir
e aceitar uma nova construção e aprendizagem.


3 comentários:

  1. Muito profundo...

    Abraço iluminado!

    ResponderExcluir
  2. Passando para lê-lo com toda sua sensibilidade...
    Abçs!

    ResponderExcluir
  3. Adorei seu Blog.

    Já te seguindo.
    Pra te ler
    e brincar com os peixinhos.

    Bjusss
    Sil

    ResponderExcluir